Descobrindo Valparaíso

11:05 AM


Fala, galera, tudo bom?

Como prometido, segue parte dois da nossa estadia em Valparaíso. A parte um você pode conferir clicando aqui.

Hoje o post é dedicado ao meu dia em Valpo!! Confira a seguir:


DESCOBRINDO VALPARAÍSO

Bom, depois de passar um pouco de frio na porta do metrô e fazer drama na janela do busão a caminho de Valpo vide post anterior, chegamos e descarregamos nossas coisas no hostel super fofo no qual nos hospedamos. Como bons turistas que somos, saímos logo em seguida para descobrir a cidade.

Valaraísso é uma cidade que possui praças, parques, um porto meio sujo (como a maioria dos portos), alguns cais, mirantes, baladas, bares e tudo que um turista pode querer visitar. Além disso, o tradicional da cidade são as casinhas coloridas, que ficam nos cerros. A minha primeira impressão foi "Cadê as casinhas coloridas?" e a segunda foi "Subo todo esse morro ou volto pro hostel pra dormir?". Não vou mentir que fiquei com um pouco de preguiça na hora que vi as casinhas lá em cima.

Pelo que me pareceu, a cidade é um pouco perigosa. Digo "pareceu" porque não sofremos nenhum tipo de ataque físico ou verbal (como preconceito ou coisa do tipo), mas fomos alertados por algumas pessoas a não deixar câmeras e celulares a vista e até a colocar as mochilas na parte da frente do corpo. Também não era seguro passar por becos muito tarde ou desacompanhado. Felizmente não aconteceu nada comigo e com minha amiga que tinha ido comigo.

Lá eles usam as denominações parte baixa e parte alta para especificar duas partes da cidade para situarem melhor tanto os turistas quanto si mesmos. Na parte alta é onde fica a maior parte turística da cidade, com restaurantes, mais pousadas e hotéis, as famosas casinhas coloridas, uma das casas de Pablo Neruda, entre outras coisas, enquanto que na parte baixa ficam as universidades, linha de metrô, escritórios, consultórios, porto, praias, rodoviária, mercado municipal, em suma, onde a maior parte da galera vive, a cidade em geral.

Como ficaríamos apenas um dia no bate e volta, fomos instruídos a visitar primeiro a parte baixa e comprar tudo que gostaríamos, tanto de recordaciones como o que fôssemos beber ou comer até o dia 1º, pois tudo encerraria até no máximo 22 horas e no primeiro dia do ano seria difícil encontrar algo aberto.

Assim fizemos: compramos os vinhos pra trazer pro Brasil, comida para de noite, uns sanduíches naturais para mais tarde, garrafa de água, pisco sour (uma bebida a base de uva e bastante alcoólica disponíveis em sabor limão, manga ou pêssego, que conhecemos a caminho de Cajon del Maipo) e chocolates. Tudo isso em um supermercado perto do hostel. Depositamos as coisas lá de novo e voltamos para a cidade.

Assim como Santiago, a cidade também é cheia de presentes vindos de outros países, como é o caso do Portal Britânico e outras estátuas e fontes disponíveis por toda a cidade, ambos de super acesso.


A caminho do metrô, passamos por algumas praças, como a da foto abaixo, que estão espalhadas por toda a cidade e serve como uma área de lazer onde crianças e adultos andam de patins, fazem caminhadas, andam de skate e bike.


Chegamos ao metrô e fomos em direção ao Muele Barón, um dos lugares a se passar o ano novo.

Pausa pra falar sobre o metrô de Valparaíso: 

O metrô é de fácil acesso e para utilizar o serviço é necessário comprar um cartão antes e carregar os créditos (não é como em Santiago onde você consegue comprar um ticket de papel e já inseri-lo na máquina que estará logo a sua frente). Ele pode ser comprado ali mesmo, na estação, onde você comprará o ticket. Também não é necessário um cartão por pessoa. Basta comprar somente um e recarregar quantos créditos precisar. Como estávamos em duas pessoas, compramos um e carregamos dois créditos toda vez que queríamos utilizar o transporte. Super prático. E já que Valparaíso não é uma cidade muito grande, não é demorado ir de um ponto qualquer e chegar do outro lado da cidade.

Vale muito destacar que de todos os países que fui, esse foi o melhor metrô que andei em toda minha vida. Sem exagerar. As poltronas são confortáveis, os vagões são bastante novos, muita janela para circular o ar (acreditem, isso é necessário porque o Chile pega fogo nessa época que fomos) e na entrada do metrô há um mini shopping, com lojas de recordaciones, aparelhos de mergulhos, roupas e objetos em geral, floricultura e até praça de alimentação, que ofereciam comidas tradicionais, japonesas e fast food variados. Tirei o chapéu...

Depois de babar pelo metrô do país alheio, descemos na estação. O tempo ainda estava fechado e com ameaças de chuva, então começamos a desacreditar que a tarde ficaria tudo colorido bonitinho e com sol e começamos a acreditar que a noite seria de chuva. Chegamos ao porto, que é o Muele Baron referido acima.


Conhecemos o local, mas, pra ser sincero, não achei tudo isso. Era um lugar legal pra se passar o ano novo, mas... Foguetório visto de baixo e a gente na areia da praia não me pareceu muito diferente do Brasil. De lá fomos conhecer a outra parte da cidade, a "parte alta" e já aproveitar pra ver se acharíamos um ponto melhor.

Pegamos o metrô de onde estávamos (Estacíon Francia) e descemos no terminal, que sai direto na Plaza Sotomayor, a principal da cidade. Lá nos deparamos com uma quantidade assustadora de pessoas, pois nos arredores do hostel onde estávamos não havia quase ninguém nas ruas. Adoramos!! Afinal ninguém tinha ido lá pra dormir e relaxar ¯\_()_/¯

Essa praça (Plaza Sotomayor) é um dos três pontos (falo dos outros mais pra frente) para assistir a queima de fogos e também é onde acontecem os shows e festas durante a noite da virada. Não eram três da tarde e o pessoal estava muito agitado fazendo esquenta barra teste do show com música latina (óbvio, mas não só) bem alta.

Nos deparamos com as casinhas coloridas e também com os morros no qual elas estavam. Já sabíamos que elas estariam em morros, mas não sabíamos que eram tantos e tão altos. Na hora dá uma preguiça, mas já já explico o que fazer para evitar subir a pé.


Descobrimos que por lá também existem free tours. Elas acontecem às 15 horas, na praça onde estávamos e são três pessoas com o uniforme propositalmente parecido com o jogo "Onde está Wally?": brancas de listrinhas vermelhas (ou seria o contrário?) e o logo da empresa no lado direito do peito.

Entramos em uma turma e nossos primeiros pontos foram a Plaza Sotomayor e a Armada de Chile, com um breve histórico, depois o terminal metroviário e o porto, onde começa parte da história da cidade. Depois passamos por umas ruinhas bem bonitinhas, cheia de lojinhas como no Brasil, e fomos subir nos morros.

Fomos apresentados ao ascensor (um beijo, ascensor) que por 100 pesos (R$0,50) nos levou ao topo dos morros em questão de segundos. Na foto abaixo conseguimos ver as escadas no lado direito e, a esquerda, os fios, ferros e a casinha onde o elevador para. Super prático.


Chegando lá, nossa vista foi esta:







A cidade transpira criatividade, boas energias, aquela sensação de não querer ficar parado e a nossa guia fazia tudo ficar maravilhoso, porque ela era muito divertida e espontânea. Além do mais, estava fazendo sol, estava quente!! Estava ótimo, como gostaríamos que estivesse!!

Continuando o passeio, fomos levados para conhecer os cerros em geral, suas várias galerias, galpões, bares, vendas de produtos artesanais, comemos alfajores delicioso, entre outros.



Depois disso, voltamos ao hostel, tomamos aquela ducha e descansamos bastante para nos preparar para o ano novo. Ao acordar, a dúvida: "Onde vamos ver a queima de fogos?".

Os fogos em Valparaíso podem ser vistos de qualquer ponto da cidade. Porém, ao chegar no hostel fomos informados de três que são, praticamente, os melhores:

1) O Muele Barón, que é o porto (conforme fotos acima) onde é possível assistir na areia ou arredores e alugar barcos e ver bem no mar mesmo;
2) A Plaza Sotomayor, onde fica toda a multidão com estrutura montada para receber shows que vão até da manhã e é onde fica a maior parte das pessoas, gerando assim uma multidão mega animada;
3) Todos os Cerros da "parte alta" da cidade.


No próximo post tem o desenrolar disso! Fiquem atentos! :)

Até lá!

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