No Caminho para Valparaíso

9:26 AM


Oi, gente, tudo bem?!

Depois de aproveitar horrores na capital chilena, nossa próxima parada foi Valparaíso para um bate-volta para o ano novo. E o que falar dessa cidade que mal conheço, mas considero pacas?

Dividi o post em três (Caminho para Valparaíso, Descobrindo Valparaíso e Ano Novo em Valpo) para que este não ficasse grande e você consiguisse encontrar o assunto que mais lhe interessar. Então vamos para o primeiro:



NO CAMINHO PARA VALPARAÍSO

Para quem não viu, eu fiz uma viagem para Santiago (clique aqui para ver) até o ano novo, porém eu ainda não tinha falado sobre o reveillon que passamos em Valparaíso. Até agora.

Em Santiago ficamos em um hostel péssimo, mas muito bem localizado, que tinha estação de metrô poucas quadras dali. Então a dica aqui, caros amigos, é comprar as passagens de ônibus para o horário mais cedo e próximo possível ao que o metrô abre, aproveitando que ele abre bem cedinho. Sendo assim, você terá que analisar quanto tempo levará para chegar na estação de metrô mais próxima na cidade em que você está e quanto tempo até chegar na estação de ônibus. Você também pode ir de táxi, Uber ou ônibus para a rodoviária, mas metrô é bem prático e barato. Avião não é uma opção, pois Valpo não tem aeroporto.

Recomendo alugar um carro só se você for ficar mais tempo na cidade e não for em alta temporada, pois os cerros ficam lotados de pedestres, ônibus, vans e até motos.

A companhia que utilizamos, a Turbus, possui conexão direta com o metrô de Santiago. Foi preciso somente estudar as estações que tomaríamos desde o hostel e descer no terminal rodoviário. Existem outras companhias (todas fora da estação de metrô), mas escolhemos essa pela comodidade. Como nossas passagens já estavam compradas, foi necessária somente a impressão no terminal e fazer o check-in no caixa.

Nosso ônibus saiu às 07h30 da manhã. Em condições normais, o trajeto duraria cerca de uma hora e meia, porém, como estávamos no último dia do ano, demoramos cerca uma hora a mais que o previsto. Mesmo assim foi bom, já que os funcionários da rodoviária previram, baseados em trajetos realizados nos anos anteriores, que a viajem durasse cerca quatro horas por causa do fluxo intenso. Sem or!

Depois de ver todos os pontos turísticos que vimos até ir para Valpo (incluindo Cajon del Maipo, a vinícola e todos os rolês no centro e afins), foi possível analisar o quão o Chile é parecido em quase toda sua extensão. Não somente a cor do solo e o estilo da vegetação, mas também como o da população em geral, a história e o patriotismo. Acho que estou acostumado com o Brasil possui cenários e níveis de patriotismo bem variados de cidade para cidade, mesmo que vizinhas. 

Também foi possível ver que o tempo não ia abrir de jeito nenhum. É, minha gente... Por mais que você queira calor em um determinado dia, é só depositar expectativa que o tempo muda. Santiago amanheceu com frio, quase chovendo, e já imaginávamos que Valparaíso estaria do mesmo jeito, perdendo o encanto. Nessa hora já dramatizávamos na janela do ônibus com uma músiquinha bem bad (levem Spotfy, ajuda muito), à la clipe de diva pop. Mas calma, logo logo conto o que virou disso.

Certo tempo depois, chegamos a capital chilena do Ano Novo.

Situada ao lado de Vinã Del Mar, cidade rica com praias maravilhosas, e 120 km da capital chilena, Valparaíso é conhecida por ser bastante alegre, colorida e cheia de morros/cerros característicos e, claro, por possuir o melhor reveillon do Chile e uns dos melhores da América do Sul.

Essa reputação de possuir o melhor ano novo vem por parte do restante da América do Sul (até no Peru, que foi outro país que visitamos, ouvimos falar de Valparaíso) e parte da Europa. Nós, brasileiros, estamos acostumados a passar o reveillon aqui no Brasil em casa de parentes ou fazendo algum programa dentro do país. Acredito que isso acontece pelo tabu criado com o preço das viagens internacionais e porque possuímos ótimas cidades e 7,4 mil km de praias, que são muito bem utilizadas nessa época do ano, porque se tem uma coisa que o brasileiro sabe fazer essa coisa é festa (e assim fica difícil saber/participar das novidades fora do país).
Foto precoce pra estimular a curiosidade de vocês.
Chegando lá ficamos em um hostel muito humanas que nos incentivou a ficar mais tempo ou voltar na cidade mais vezes. Isso acontece porque Valparaíso é conhecida como uma cidade para se passar o ano novo e os moradores de lá, principalmente donos de hostel, hotel, pousadas e afins, estão tentando mudar essa imagem incentivando os turistas a conhecerem a cidade em outras épocas do ano. Não vou mentir: ficamos impactados com a direta acertada em cheio, já que estávamos lá só por esse motivo! Hahaha Mas calma, Valpo, outro dia eu volto com mais calma para te conhecer melhor 💙❤

Chegamos e descarregamos nossas coisas no hostel chamado Nômada Eco Hostal. Melhor hostel e á explico o motivo!

Calma, este não é um post patrocinado embora eu gostaria que fosse, mas quando eu gosto muito eu falo mesmo (e quando eu não gosto também). Veja as fotos do lugar. Recomendo super!




O legal deste hostel é que, além de ser de humanas, possuir um café da manhã saboroso e criativo, incentivar práticas veganas e ser muito bem decorado, ele ainda possui projetos que apoiam a cultura local e a sustentabilidade. Um deles é apoiar e ser não somente como um hostel, mas um local onde os jovens artistas da região podem difundir sua arte e cultura (música, pintura, grafitte, fotografia, tatuagens, livros) para os turistas, proporcionando um local de intercâmbio e experiência. E o outro é o projeto "Minga por Valpo", que tem por objetivo organizar um festival de música em benefício das famílias que perderam suas casa em um incêndio ocasionado em 2014 na cidade.

Tudo isso é feito e administrado por jovens de até 25 anos, se não me engano, vindos de diversos países, como o próprio Chile, Brasil, Peru, entre outros.

Fiquem atentos para o próximo post, que sai amanhã, sobre nosso dia em Valparaíso!

Até lá! (:

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